5 principais riscos de segurança de aplicações web e como combatê-los

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O mercado vem passando por uma transformação digital cada vez mais rápida. Nesse contexto, um assunto ganhou ainda mais relevância nos debates: a segurança de aplicações web e da informação nas empresas. Os dados são, hoje, verdadeiros ativos das organizações — o que significa que eles têm valor e precisam ser protegidos.

Ainda assim, é natural se deparar com algumas dúvidas quando o assunto vai um pouco além. Afinal, quais são os riscos que as aplicações web estão expostas? Criamos este conteúdo especial para responder a essas e outras perguntas importantes sobre a chamada cibersegurança. Confira!

O que é a segurança de aplicações web?

A ideia de um ciberataque não é mais uma novidade. Com mais frequência do que gostaríamos, os jornais noticiam casos de invasão, roubo de dados, vazamentos etc. O que nem todo mundo sabe é que os riscos são mais amplos, já que mesmo um desastre local ou acidente ambiental podem comprometer a integridade dos dados.

A segurança de aplicações web é uma prática que organizações de todos os tipos devem adotar. Trata-se de um conjunto de ações que tem como objetivo dar à empresa mais controle sobre sua infraestrutura digital, protegendo-a de eventuais ameaças e danos.

Cada empresa tem sua própria arquitetura de rede, servidores, plataformas etc. Logo, é natural que o planejamento por trás da segurança de aplicações seja personalizado. Contudo, alguns fatores costumam ser comuns entre elas.

O uso de softwares de proteção(como o antivírus e o firewall) é um bom exemplo disso. Grandes companhias, por sua vez, podem contar com equipes focadas exclusivamente nessa tarefa — os chamados Centros de Operações de Segurança (SOC).

Em ambos os casos, o apoio de especialistas tende a ser um diferencial importante, como detalharemos mais à frente. O ponto é que uma enchente ou um raio pode comprometer os servidores, mas isso pode ser resolvido com backups, geradores etc. A proteção contra ataques, por sua vez, é um pouco mais complexa.

Para começar, então, é interessante conhecer as principais ameaças.

Quais são os 5 principais riscos à segurança das aplicações web?

O ano de 2017 acendeu um alerta em governos e empresas de todo o mundo, graças aos ataques massivos com o ransomwareconhecido como WannaCry. Resumidamente, o que esse malware faz é sequestrar dados: ele infecta uma rede, pega todos os seus dados e insere em um arquivo criptografado, impedindo o acesso.

A liberação do conteúdo poderia ser feita mediante um pagamento de um resgate em criptomoeda (bitcoins), a fim de evitar que o dinheiro fosse rastreado. O grande diferencial do WannaCry era tirar proveito de uma vulnerabilidade do Windows para infectar toda a rede assim que entrasse em um primeiro computador.

Pode parecer engenhoso — e, de fato, é. Contudo, esse tipo de ferramenta maliciosa se tornou muito acessível. Afinal, os hackers também evoluíram junto com a tecnologia. A lista a seguir, então, está longe de ser algo presente apenas em filmes.

1. Negação de Serviço (DoS)

O ataque DoS é um dos mais conhecidos e frequentes. Resumidamente, trata-se de uma forma de direcionar diversos acessos ou solicitações a uma aplicação, sobrecarregando-a até que ela comece a falhar ou pare completamente. Um e-commerce, por exemplo, pode ser tirado do ar por meio de um DoS.

2. Injeção de SQL

Tirando proveito de brechas de segurança, esse ataque envia comandos SQL para uma aplicação. A instrução é personalizada para fazer com que o alvo realize uma função desejada, como uma exposição de dados.

3. Cross-Site Request Forgery (CSRF)

Também conhecido como “ataque de um clique” (one-click attack), o CSRF burla a autenticação de um site. O objetivo é o mesmo da injeção de SQL: enviar comandos para a aplicação.

4. Cross-Site Scripting (XSS)

Similar ao CSRF, o XSS explora uma vulnerabilidade para injetar scripts de códigos em páginas que podem ser vistas por outros usuários. Assim, o atacante pode burlar controles de acesso para acessar a aplicação web.

5. Directory Traversal

Outra ameaça que explora vulnerabilidades de acesso é o Directory Traversal. Quando obtém sucesso, o atacante pode acessar o sistema de arquivos da aplicação, causando diversos danos.

Quais as consequências desses riscos?

Os números falam por si só. Em 2017, os ataques realizados com o WannaCry causaram um prejuízo estimado em mais de 5 bilhões de dólares. Diversas organizações — inclusive bancos e órgãos governamentais de todo o mundo— tiraram totalmente seus servidores do ar, enquanto pequenos negócios chegaram a falir.

E se o cenário mundial não é favorável, no Brasil a perspectiva não é melhor: o país já foi listado como o maior alvo de ciberataques na América Latina, e os números seguem preocupantes. Tendo isso em mente, é importante entender o impacto da falta de segurança.

Muitos outros riscos podem ser listados, além dos que mencionamos anteriormente. O phishing, por exemplo, é um ataque tão simples que parece amador, mas tem alta taxa de sucesso e causa grandes estragos.

Trata-se de uma mensagem falsa de e-mail ou outro canal de comunicação. Ao clicar no link — que pode estar em uma imagem fraudada de promoção de uma loja conhecida, por exemplo —, o usuário abre uma brecha para que a ameaça infecte seu computador, colocando a rede toda em risco.

Esse é um ponto a se ter em mente no mercado atual: não é preciso sofrer um ataque para ter problemas, pois a simples falta de uma barreira de segurança prejudica a empresa. Com o assunto em alta, cada vez mais organizações adotam políticas de segurança da informação e exigem o mesmo de seus parceiros comerciais.

Logo, poucos estão interessados em fazer negócios com quem não demonstra proteger os dados com uma estratégia robusta. Vale destacar que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que já entrou em vigor, estabelece práticas obrigatórias de proteção aos dados — assim como multas e sanções para quem não estiver em conformidade.

Como se manter protegido?

A boa notícia é que você não precisa investir pesado em uma equipe própria e um grande aparato tecnológico para estruturar a segurança digital por conta própria. Um serviço de consultoria, por exemplo, pode dar conta dessa demanda, garantindo a qualidade que você precisa e deixando sua equipe livre para focar nas atividades essenciais da empresa.

As dicas são simples e eficazes: mantenha-se atualizado quanto às novas ameaças que surgem; implemente soluções de segurança profissionais e corporativas; conscientize seus funcionários; e conte com o apoio de um especialista.

Dessa maneira, você coloca a segurança de aplicações web para trabalhar a seu favor e evita problemas. Em pouco tempo, esse fator pode se transformar em um diferencial da sua empresa!

Se quer entender melhor como isso pode ser feito no contexto específico da sua organização,entre em contato com a TIQS e conheça a consultoria de quem é referência em segurança da informação!