Conheça as principais vulnerabilidades Mobile de acordo com a OWASP

Em tempos em que a tecnologia e as aplicações online fazem parte da rotina de muitas empresas, a preocupação do OWASP com a segurança de aplicativos e de softwares é constante, uma vez que esse é um dos principais pontos de confiabilidade dos usuários.

Portanto, uma aplicação mobile que não garante a segurança dos usuários pode estar fadada ao fracasso. Confira no conteúdo a seguir as principais vulnerabilidades desse segmento!

O que é OWASP?

OWASP é a sigla para Open Web Application Security Project e trata-se de uma metodologia feita em comunidade aberta que capacita organizações com o objetivo de desenvolver, adquirir e manter a segurança de suas aplicações.

O OWASP é uma organização sem fins lucrativos reconhecida internacionalmente que conta com a colaboração de profissionais de todo o mundo, o que viabiliza ainda mais o fortalecimento da segurança de softwares.

Inicialmente, o projeto OWASP foi criado para definir metodologias de testes de segurança para aplicativos Web, Entretanto, a comunidade cresceu e passou a recomendar procedimentos de segurança de extrema importância para a área de TI, principalmente no desenvolvimento de aplicativos mobile.

A comunidade aberta é um dos fatores de maior importância para a sustentação do projeto, já que somente com a aderência e colaboração dos profissionais da área de TI é possível:

  • Neutralizar as falhas de segurança;
  • Blindar sistemas;
  • Proteger bancos de dados.

Assim, o principal objetivo do OWASP é manter a segurança e o sigilo das informações de usuários e de empresas, garantindo a confiabilidade das organizações e a preferência de seus clientes e consumidores.

Lista de maiores vulnerabilidades Mobile

O grupo de colaboradores voluntários do projeto é composto por profissionais especialistas em segurança digital. Através de seus conhecimentos e experiências compartilhados, as vulnerabilidades, ameaças e ataques cibernéticos ficam mais conhecidos entre a comunidade, assim como a prevenção e correção de segurança.

A principal ideia do OWASP é concentrar as informações mais importantes para avaliar eventuais riscos de segurança e métodos de combater tais ameaças de forma eficiente, para que não haja grandes perdas ou prejuízos para organizações e seus clientes.

A metodologia OWASP conta com uma lista constantemente atualizada de 10 falhas de segurança recorrentes em aplicativos Web, assim como os métodos mais efetivos para lidar com esses perigosos lapsos, chamada OWASP Top Ten.

Conheça as 10 principais vulnerabilidades Mobile

O OWASP Top Ten é um documento elaborado para a conscientização de desenvolvedores de aplicativos, pois carrega uma ampla gama de possibilidades de falhas de segurança e meios para corrigi-las.

Assim, as empresas podem adotar seus parâmetros para garantir a minimização de risco em seus aplicativos. Conheça as 10 principais vulnerabilidades a seguir:

1.      Fracos controles do servidor (M1)

Uma falha de segurança de prevalência comum e média complexidade de detecção, onde seus agentes de ameaça podem afetar entidades que atuam como entrada não confiável para uma aplicação, serviço online ou aplicativo de servidor. As entidades em questão podem ser usuários, malwares ou aplicativos vulneráveis.

As falhas em servidores foram tão frequentes nas avaliações que o OWASP Top Ten as elegeu como as de maior gravidade.

Os profissionais levantaram que alguns fatores fizeram com que os servidores se tornassem um alvo para ataques e invasões, como:

  • A falta de conhecimento nas linguagens mais recentes;
  • Estruturas que não priorizam a segurança;
  • Orçamentos muito baixos no setor de segurança para aplicativos móveis.

É possível evitar essa vulnerabilidade através de práticas de codificação e configurações seguras que podem ser aplicadas em servidores do aplicativo mobile.

2.      Armazenamento de dados inseguro (M2)

Muito comum e de fácil identificação, essa vulnerabilidade está relacionada ao roubo ou perda de dispositivos móveis e com a presença de malwares no dispositivo. Ao conectar o dispositivo a um computador, é possível acessar pastas e diretórios de aplicativos com informações pessoais do usuário.

As falhas de segurança relacionadas a insegurança de armazenamento de dados ocorrem quando os desenvolvedores não dão a devida atenção a facilidade de acesso ao sistema por usuários mal-intencionados ou aplicações de malware, o que pode resultar em perda de dados de um ou de muitos usuários de uma só vez.

Para evitar esse tipo de vazamento de dados, há uma série de boas práticas direcionadas aos principais sistemas operacionais. A principal delas é: não armazenar dados a não ser que seja realmente necessário.

3.      Proteção de Camada de Transporte Insuficiente (M3)

Ao se desenvolver um aplicativo, é comum realizar trocas entre clientes e servidores. Agentes mal-intencionados podem explorar a vulnerabilidade entre essas trocas durante a sua transmissão de uma ponta a outra e interceptar dados e informações, seja por um sinal de Wi-Fi comprometido ou por dispositivos de rede de operadoras de telefonia.

Essa é uma falha que o OWASP considera de prevalência comum e de fácil detecção. Ela foi adicionada à lista porque diversas aplicações mobile não investiam em tráfego de informações, deixando os dados vulneráveis.

Nesse caso, se as informações forem interceptadas em uma transmissão mal protegida, pode ocorrer violação de privacidade e confidencialidade que podem levar a fraudes ou danos na reputação de uma organização, por exemplo.

Entre outras boas práticas, a recomendação é de que exista a consciência de que o transporte de informações pode ser um ponto bastante vulnerável. Sendo importante contratar empresas de segurança da informação certificadas e confiáveis, assim como investir nas cadeias de verificação de informações (SSL).

4.      Vazamento de dados não intencional

A falha de vazamento não intencional pode ocorrer quando um desenvolvedor insere informações ou dados sensíveis em um local de fácil invasão. Tais dados podem ser acessados por malwares móveis ou acesso físico ao dispositivo móvel por uma pessoa mal-intencionada.

Considerada pelo OWASP como comum, também pode ser detectada com facilidade, mas os impactos gerados são considerados de alta gravidade, uma vez que tal falha pode causar extração de informações confidenciais nos aplicativos.

O vazamento não intencional pode ser evitado através de um sistema operacional bem modelado, assim como plataformas e estruturas de modo a lidar com cachês URL de solicitação e resposta, armazenamento de dados e objetos e cookies captados pelos navegadores, entre outros. Além disso, é imprescindível a atenção do profissional ao desenvolver aplicações para dispositivos móveis, considerando os padrões de ataques que podem ocorrer.

5.      Criptografia Insuficiente

Esta ameaça de segurança aponta que qualquer pessoa pode agir de forma mal-intencionada e alcançar informações sigilosas através do acesso físico a dados incorretamente codificados ou qualquer malware para dispositivos móveis.

Considerada de prevalência comum, a criptografia insuficiente tem um grau de detecção médio, uma vez que o invasor precisa retornar os dados criptografados a sua forma original caso haja alguma fraqueza no processo de codificação das informações.

Os impactos que essa falha pode causar são considerados graves pela OWASP, pois resulta na recuperação ilegal de dados e informações que podem ser relevantes para pessoas físicas e empresas.

Essa situação implica em roubo de informações ou de códigos, assim como apropriação indevida de propriedade intelectual. Para evitar danos e prejuízos nas informações que sua empresa retém, o ideal é evitar o armazenamento de dados confidenciais em dispositivos móveis, assim como investir em padrões criptográficos mais resistentes.

6.      Criptografia quebrada (M6)

Este caso, que também envolve falhas na criptografia, consiste na quebra dos códigos através do acesso físico ao dispositivo ou a captura no tráfego de dados via redes ou malwares.

Bastante comum, essa falha de segurança também é fácil de detectar quando ocorre. O invasor precisa retornar os arquivos para sua forma original, mas em caso de vulnerabilidades nos algoritmos de criptografia, isso se torna menos complicado.

Os impactos causados por uma invasão na criptografia são graves para empresas e clientes, uma vez que esse tipo de dado tende a requerer essa segurança por ser sigiloso. O acesso a essas informações é considerado invasão de privacidade e pode causar danos à reputação da empresa caso seja de conhecimento geral que não há segurança suficiente para os dados de seus clientes.

Buscar algoritmos seguros e mais modernos pode poupar bastante dor de cabeça, uma vez que os protocolos de criptografia podem se tornar obsoletos diante da atualização de aplicativos mal-intencionados.

Investir em protocolos considerados sólidos pelos especialistas em segurança da informação do OWASP também é uma medida recomendada.

7.      Injeção do lado do cliente (M7)

Praticamente qualquer pessoa consegue enviar dados mal-intencionados e não confiáveis para os dispositivos móveis. Usuários internos e externos e até mesmo aplicativos maliciosos podem fazer parte dessa lista.

Nesse tipo de invasão, códigos maliciosos são executados em aplicativos mobile, que podem causar danos preocupantes para as empresas, assim como:

  • Impactos comerciais;
  • Roubos de dados confidenciais (como cookies e informações de identificação dos usuários).

Segundo o OWASP, essa falha de segurança pode ser considerada comum, mas também não exige muita complexidade para ser evitada. Proteger aplicativos da injeção via cliente requer uma cuidadosa varredura nas áreas em que o programa recebe dados e solicitações de validações de entrada.

8.      Decisões de segurança por meio de entradas não confiáveis (M8)

Aplicativos com a segurança vulnerável podem deixar passar entradas não confiáveis para chamar de métodos confidenciais. Essas entradas também podem ser realizadas por usuários ou programas mal-intencionados.

A falha consiste em invasões em campos de valores ocultos para interceptar chamadas IPC ou de serviço web e controlar os parâmetros confidenciais. Quando as funcionalidades de um aplicativo são implementadas de maneira fraca, ele se torna mais vulnerável a esse tipo de ação.

Os impactos técnicos gerados por invasões não confiáveis podem levar ao aumento de privilégios de alguns usuários, fornecendo acesso de funcionalidades de alto grau a invasores, que podem contornar os mecanismos de segurança e furar a integridade do programa.

Quando um aplicativo tem sua segurança invadida, ele começa  a ser questionado pelos usuários. Entretanto, nem tudo está perdido! Tais falhas são de fácil resolução através de funcionalidades de interceptação.

As boas práticas recomendam restringir o acesso somente a aplicativos confiáveis, e evitar repassar informações confidenciais por meio de IPC que podem ser lidas por aplicativos de terceiros.

9.      Manuseio de sessão impróprio (M9)

A vulnerabilidade de manuseio de sessão impróprio ocorre quando vetores de ataque incluem acesso físico a dispositivos e fazem a captura do tráfego de rede. Esse cenário também pode acontecer através da instalação de um malware.

Os impactos técnicos causados por essa falha dependem do que será falsificado ou qual serviço é acessado através da invasão. Em um cenário muito ruim, o invasor se passa por um administrador e solicita uma funcionalidade administrativa.

Tratar incorretamente as sessões resulta em invasores que podem se passar por outros usuários, executando ações em seu nome. Fraude, roubo de informações e interrupção em negociações são as consequências mais frequentes dessa falha.

Para evitá-la, é necessário garantir que o código do aplicativo crie, mantenha e destrua tokens corretamente durante o ciclo de vida de uma sessão do usuário.

10.  Falta de proteções binárias (M10)

Através de análises e engenharia reversa de código do aplicativo mobile, o invasor faz modificações para que alguma funcionalidade oculta seja realizada.

Aplicativos são vulneráveis a essas invasões quando não existem proteções binárias, o que geram riscos de exposição de propriedade intelectual sensível, ainda que esse tipo de proteção apenas dificulte as análises de segurança.

Acessos não autorizados, fraudes, perda de receita e pirataria também são possíveis agravantes gerados por essa vulnerabilidade.

Ambientes aos quais a organização não tem controle físico e hospedagem de códigos em meios não confiáveis são bons exemplos de fatores que podem fazer com que as proteções estejam vulneráveis.

Seguir técnicas de codificação seguras, mitigar riscos técnicos e fazer com que o aplicativo mobile consiga detectar alterações no código e reagir adequadamente são formas de evitar essa falha de segurança.

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